Realização MLB - Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas

Sessão Encerrada

Sessão 7 — disponível até 25 jun

“Minha provocação para adiar o fim do mundo é sempre poder contar mais uma história”. Essas palavras proferidas por Ailton Krenak, em seu livro Ideias para adiar o fim do mundo, ajudam a conectar esses três gestos de cinema distintos. A tessitura da história, seja ela relato de urgência, elaboração do presente ou ressignificação cosmológica do tempo, fortalece o enfrentamento das situações vividas cotidianamente e ajuda o(s) mundo(s) a continuar(em).

picpay mlb

Yvy Renõi, Semente da Terra

Coletivo ASCURI
15" — 2017

A luta dos Kaiowa e Guarani da aldeia Teykue pela retomada do seu território tradicional é marcada por disputas de terra. Em junho de 2016, um novo ataque financiado por ruralistas resultou em mais um indígena morto e quatro feridos. 90 cápsulas de balas foram encontradas na retomada e inúmeras marcas de tiros. Nenhum fazendeiro foi preso. Tudo isso acontece cinco dias após a visita do atual presidente Jair Bolsonaro (então no PSC/RJ) a Campo Grande. Coincidência?

Pra se contar uma história

Elen Linth, Lucicleide Santos, Diego Jesus e Leandro Rodrigues
25" — 2013

Na comunidade quilombola Santiago do Iguape, Neguinha conta uma história de resistência.

Ava Yvy Vera

Genito Gomes, Valmir Gonçalves Cabreira, Jhonn Nara Gomes, Jhonatan Gomes, Edina Ximenez, Dulcídio Gomes, Sarah Brites, Joilson Brites
54" — 2016

Terra é lugar de conhecimento, de resistência e encanto. É lugar de reestabelecer a comunicação com os ñanderu, de viver a vida de reza, roça, escola, família extensa, chicha, chima, terere, guahu, kotyhu. Para os Guarani e Kaiowa no MS retomar as terras tradicionais, tekohas, é retomar a possibilidade de viver o seu modo de ser, o seu teko. Realizado por um grupo de jovens e lideranças da tekoha Guaiviry coloca em relação a narrativa da luta que culminou na retomada do território onde vivem hoje e a afirmação cotidiana da vivência do teko no Guaiviry.